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Verificação de idade, parâmetros de governança

18 de mar.
2 min de leitura

Como a verificação deve funcionar



A lei estabelece um modelo baseado em três pilares:



1. Proporcionalidade


O nível de verificação deve variar conforme o risco do conteúdo ou da funcionalidade.

 

  • baixo risco: menor fricção para o usuário;

  • alto risco: maior robustez e controle.

 

2. Segurança e auditabilidade


Os mecanismos devem ser tecnicamente confiáveis, passíveis de auditoria e consistentes ao longo do tempo.

 

3. Privacidade e minimização de dados


Os dados coletados devem ser limitados ao estritamente necessário e utilizados exclusivamente para a finalidade de verificação de idade.

 

Arquitetura do modelo: quem faz o quê

 

A lei distribui responsabilidades ao longo da cadeia digital:

 

  • Sistemas operacionais e lojas de aplicativos

    Devem fornecer sinais de idade por meio de APIs seguras, com proteção de dados desde a concepção.


  • Plataformas e aplicações

    Devem implementar mecanismos próprios de verificação e impedir acessos indevidos, mesmo quando utilizarem sinais externos.


  • Pais e responsáveis

    Devem poder configurar mecanismos de supervisão parental e autorizar downloads e acessos.

 

O que passa a ser exigido das empresas

 

  • implementação de mecanismos próprios de verificação, sem dependência exclusiva de terceiros;

  • registro e documentação das decisões sobre critérios de verificação adotados;

  • revisão periódica da efetividade dos mecanismos implementados;

  • integração com controles parentais e sistemas de classificação etária; e

  • capacidade de responder a erros, contestação e revalidações de idade

 

Pontos críticos de atenção

 

  • verificação de idade não é identificação completa, devendo ser evitada a coleta excessiva de dados;

  • dados coletados para verificação de idade não podem ser reutilizados para outras finalidades, inclusive publicidade;

  • é vedado o compartilhamento irrestrito e contínuo de dados pessoais de menores; e

  • toda a cadeia de fornecimento responde pela proteção de menores, não apenas a plataforma final

 

 

A implementação será acompanhada por regulamentação complementar, com definição de padrões mínimos de transparência, interoperabilidade e segurança.

 

Na prática, as empresas devem estruturar desde já modelos de verificação que sejam tecnicamente defensáveis, proporcionais ao risco e sustentáveis do ponto de vista regulatório.

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